segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Estas não são Nyanjas !


Como são da Guiné Bissau devem ser Balantas ou talvez Fulas. Mas para o que interessa são moças bonitas e com as maminhas à mostra que são a minha perdição.
Desde o mês de Agosto que não publicava nada neste blog e, por conseguinte, isto é apenas para ocupar espaço. Isto para o caso de alguém reclamar que isto não interessa nada.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Antes que Agosto acabe!

Não quero abandonar este blog, mas está cada vez mais difícil arranjar material para o manter vivo. As notícias são poucas e as imagens que me chegam de lá também não são grande coisa. Continuar a falar do passado e do tempo em que a guerra grassava no Niassa, trazendo a desgraça a muitas famílias, nunca foi o meu intento e, por conseguinte, está fora de causa.
Tenho centenas de amigos no Facebook e a minha ideia inicial é que fossem eles a alimentar-me, mas não tenho conseguido grande coisa. Houve aquela fase em que o Luís Cuamba, enfermeiro fuzileiro, esteve na Base Naval de Metangula e me mandava fotos e notícias, mas agora está na Catembe e deve estar mais interessado nuns camarõezinhos picantes e uma Laurentina fresquinha que aturar-me.
Mesmo assim, arranjei uma foto, publicada por um desses meus amigos, que acho interessante e vai servir para "enfeitar" a minha mensagem de hoje. Ora vejam:


Nos meus tempos, Metangula tinha poucas centenas de almas. Hoje tem milhares e não é difícil juntar 20 rapazes que tenham jeito para dar uns pontapés na bola. Aí estão eles, com o Tchifuli como pano de fundo, prontos para defender o bom nome dos Nyanjas.
Esqueci-me de perguntar o nome da equipa, mas qualquer coisa como «METANGULA F.C.» fica a matar!

sábado, 12 de agosto de 2017

Uma escola tropical!


E se chover? Para onde é que eles fogem?
Aqui, em Portugal, queixam-se que faz frio no inverno e não aguentam o calor no verão. No Niassa, em Moçambique, acredito que nunca ninguém se lembrou de perguntar às crianças se têm frio ou calor. Já é um luxo ter um quadro preto encostado ou pendurado numa árvore e alguém, professor ou não, que lhes ensine as primeiras letras e a fazer as primeiras contas.
Já passaram mais de 40 anos, desde o fim da colonização, mas para a população que vive no interior a vida não mudou muito. A escola já era assim, quando por lá passei levado pela guerra.

domingo, 6 de agosto de 2017

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Mais uma antes que acabe o mês!


Pessoal do Niassa em movimento.
É bom verificar que nem todos se esqueceram de Portugal, ou nutrem ódio contra a nossa bandeira. Se assim não fosse agarravam o camarada que leva a bandeira às costas e esgatanhavam-no todo.
Na minha opinião a maioria dos portugueses tratava bem os moçambicanos, o problema era outro, a falta de assistência na saúde e educação, mas nem os portugueses da Metrópole tinham isso, no tempo da outra senhora, portanto estávamos todos no mesmo barco.
A guerra de libertação serviu para, além de dar a independência aos povos das colónias, libertar também Portugal daquele regime que nos mantinha na mais negra miséria.

Distracção!

De repente olhei para o calendário e vi que chegámos ao último dia do mês de Julho. Vim espreitar neste blog e não encontrei nenhuma publicação feita este mês, um verdadeiro desastre.
Fui a correr escolher uma foto para publicar e dizer duas ou três palavras sobre ela, só para me servir de desculpa. Isto porque não quero ficar com o mês de Julho completamente em branco.


Ora cá está a imagem que escolhi para vos falar do Niassa. Eu tive a sorte de viver em Metangula, lugar onde não falta água. Mas não é assim em toda a província, lugares há em que arranjar água é um grande problema. Se a isso juntarmos a falta de condições sanitárias, percebe-se que há muita gente no Niassa que leva uma vida difícil e sofre de doenças que podem levar á morte. E as crianças de tenra idade são as que mais riscos correm.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

E.L.N. - Que significa?


A rapaziada que frequenta o Facebook não tem grande habilidade para a fotografia, mas mais vale isto que nada. Não é verdade?
Segundo notícias recebidas, há pouco, a Base está praticamente deserta e as lanchas a cair aos bocados. O Orçamento de Estado está curto e há outras prioridades, muito embora a manutenção da soberania no Lago esteja também em questão. Os vizinhos Malawi e, em especial, a Tanzânia estão de olho nas águas internacionais do Niassa e se Moçambique não toma conta do que é seu, quem sabe o que acontecerá?
Enfim, eles é que sabem!

domingo, 4 de junho de 2017

Os fuzileiros no Cobué!

Os fuzileiros começaram a chegar a Moçambique nos fins de 1962. A guerra começou no mês de Setembro de 1964. Os fuzileiros destacaram para Moçambique 3 tipos de Unidades Militares. A saber:
1 - Companhia - Composta por cerca de 50 homens, vocacionados para a guarnição e defesa das instalações navais.
2 - Destacamento - Composto por cerca de 70 homens vocacionados para operações especiais no teatro de guerra.
3 - Pelotão de Apoio e/ou Reforço - Composto por 28 homens que se distribuiam por zonas de menor impacto ou cobriam as falhas nas outras unidades.
A primeira Companhia que chegou a Moçambique foi a Nº 2. Um dos seus pelotões foi destacado para Metangula, quando a guerra começou.
A Companhia de Fuzileiros Nº 6 foi a primeira que chegou a Metangula, em princípios de 1965, com todo o seu pessoal.
O Primeiro destacamento a chegar a Moçambique foi o Nº 1, com o 1º Tenente Maxfredo ao comando, em fins de 1964. Ficou alojado na Base Naval de Porto Amélia e no princípio do ano seguinte destacou uma parte do pessoal para Metangula. Foi este grupo que rendeu o pelotão da Companhia 2, em Fevereiro de 1965, o qual regressou ao Quartel da Machava, nos arredores de Lourenço Marques.
Os pelotões de reforço eram dirigidos ao Comando Naval e de lá eram distribuídos para onde fizessem mais falta. Eles nem sequer tinham uma numeração, o que torna difícil seguir a sua história. Para minha própria organização, eu identifico-os assim:
1A - 1968/1970
1B - 1970/1972
1C - 1973/1974
2A - 1970/1972
2B - 1972/1974
2C - 1974/1975
3A - 1971/1974
Cada uma das unidades tinha um guião (espécie de bandeira) que o acompanhava para todo o lado. Ver exemplos abaixo:

Guião de Companhia
Reconhece-se pelas armas cruzadas com âncora sobreposta
sobre um fundo branco

Guião de Destacamento
Reconhece-se pelo sabre, em vez das armas cruzadas
sobre um fundo negro

Nas paredes do Colégio de S. Miguel, do Cobué, resistem ainda alguns sinais da passagem dos fuzileiros por aquela terra moçambicana, como este que podem ver abaixo:


Eu diria que isto é o "boneco" pintado por algum artista de ocasião representando o guião de um Pelotão de Apoio e Reforço, como pode depreender-se das letras PAR que são ainda visíveis no centro da imagem. A cercadura, bem como as âncoras e armas cruzadas correspondem ao guião de uma Companhia de Fuzileiros.
Na imagem abaixo vêem-se uma série de números que eu "quase" posso garantir que correspondem aos Números de Matrícula da Armada de alguns membros do Pelotão Nº 2B 1972/1974 que garantiam a segurança do Cobué. quando aconteceu a Revolução do 25 de Abril, em Lisboa. Estes números e os correspondentes nomes constam do livro dos fuzileiros, publicado pelo Comandante Sanches de Baena.


A âncora que aparece ao centro da imagem é o símbolo genérico da Marinha, tal como exemplifica a imagem abaixo.


Um grupo de 30 homens perdidos nas lonjuras do Cobué, sem qualquer meio de distração que os ajudasse a "matar" o tempo, é natural que se entretivesse a pintar as paredes com os mais variados "bonecos" que tivessem algum significado para eles. E os símbolos da Marinha de Guerra Portuguesa estariam em primeiro lugar, penso eu.

sábado, 3 de junho de 2017

Surpresa boa!

Ontem, ao abrir a minha mailbox, vi uma mensagem enviada por alguém que não conhecia a falar-me deste blog e daquilo que escrevi, há dias, a respeito do Cobué. Pelo que percebi trata-se de um malawiano com fortes raízes na Ilha de Likoma e que conhece bem o Cobué. Como manda a boa educação respondi-lhe e aceitei a sua oferta para me mandar algumas fotografias actuais do Cobué. Como toda a gente sabe, fotografias do Niassa valem ouro para mim.
Hoje, enquanto me preparo para continuar viagem, onde vou encontrar alguns dos camaradas que estiveram comigo no Niassa, há mais de 50 anos, abri de novo a mailbox e lá estavam algumas fotografias que , de facto, me surpreenderam. Não pela beleza das imagens em si, mas pelo significado. Vou deixar aqui algumas para vossa apreciação.

DFE 11 - 1972/1974

Sobra apenas a moldura, mas percebe-se que é de um guião militar.
Pode ser de um Destacamento de Fuzileiros, ou do Exército.

Não há dúvida que se trata da âncora da Marinha que alguém
gravou numa das paredes do Colégio de S. Miguel.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O Cobué de hoje!


Fui ao Cobué muitas vezes, mas nunca lá residi, como alguns dos meus camaradas da CF8. Fui lá em 1964, a bordo da Lancha Castor, comandada pelo 1º Tenente Zilhão, em serviço de rotina (patrulha). Voltei lá em 1965, antes e depois da operação em que aconteceu o meu baptismo de fogo e tivemos a primeira baixa, no distrito do Niassa, entre as nossas tropas. Foi no Cobué que depositamos o corpo do falecido, antes de continuarmos com a nossa operação. E mais tarde, em 1966 e 1967, por diversas vezes, uma delas ao leme da Garota, navegação que ia acabando em desastre, mas isso é outra história.
Na imagem acima que retirei do Google-Earth diz que a imagem data de 2016. Nota-se que a Igreja que tinha sido queimada, durante a guerra civil, já foi reconstruída e que boa parte dos telhados do Colégio de S. Miguel já vieram abaixo. Com a falta de manutenção que por lá vai, não é de admirar.
O lugar onde tínhamos o cais de acostagem das lanchas, mais a norte do lugar onde está o marcador amarelo, nota-se ainda pelo caminho que de ali subia até ao colégio.
Como eu, muitos fuzileiros que hoje se entretêm com o Facebook, por lá amargaram a sua juventude e, por essa razão, vou partilhar esta publicação nessa rede social. Só para ver quem se acusa! Muito se falou na passagem do DFE5 pelo Cobué, nos anos quentes de 1965 e 1966, e gostaria de saber se há testemunhos vivos desses tempos.

sábado, 6 de maio de 2017

Os dias passam a correr!

Ao olhar para a data da última publicação, dia 8 de Abril, nem queria acreditar que já passou tanto tempo desde a última vez que por aqui passei, mas é verdade, nisto não há engano possível. Arranjei a foto de umas catraias, actuais moradoras em Metangula, liguei-me ao Facebook (em que tenho muitos amigos daquela terra), mas não consegui um único comentário neste blog. Eu sei que eles usam, maioritariamente, smartphones e não computadores e talvez seja por isso que não alinham muito em textos com mais de meia dúzia de palavras.


Hoje, trouxe uma nova fotografia tirada há pouco tempo e acredito que qualquer metangulense que olhe para ela será capaz de reconhecer os pescadores que estão recolhendo a rede e o respectivo produto da sua pescaria. Veremos se desta vez alguém se dá ao trabalho de deixar aqui uma mensagem que possa ser lida pelos seus conterrâneos.

sábado, 8 de abril de 2017

A «Mulher» comanda!


Olha para elas, todas catitas!
Ontem, foi dia da mulher, em Moçambique (aqui foi no dia 8 de Março) e o pessoal de Metangula comemorou em grande. Das muitas fotografias publicadas no Facebook, retirei esta para me servir de ilustração a estas poucas palavras que aqui resolvi deixar.
Toda a gente vestida com as melhores roupas, houve música, discursos, muitas fotografias e tudo mais que é habitual para animar estas ocasiões. As senhoras mais idosas protagonizaram um autêntico desfile de capulanas que dava gosto ver. melhor que isso só os desfiles de moda em Paris.
Em Metangula é tudo em grande!

sexta-feira, 31 de março de 2017

Pelo menos duas!

Só dei uma em Março e quero dar outra antes que o mês acabe!
Estou a falar de mensagens dadas aos meus leitores, neste espaço que mantenho aberto para todos eles. De facto não tenho muito, para não dizer nada, para lhes transmitir, mas a simples passagem por aqui obriga-me a deixar um testemunho que se veja, quero dizer, que se leia.
Os meus contactos do Facebook que deviam ajudar-me com notícias e fotografias daquela terra não ligam pevide a isto. Limitam-se a encher a sua cronologia com fotografias da sua cara (que não interessa a ninguém) e notícias nem vê-las. Tirando o Patriota ou o Notícias de Lichinga, todo o resto é para esquecer.
As fotografias que tenho são antigas e, se não me engano, já foram todas publicadas, algumas talvez mais que uma vez. Mas vou arriscar-me e escolher uma das que tenho aqui no disco do meu computador e quem não gostar, ponha na borda do prato.


Foto tirada no tempo da CF8, com a minha esquadra em patrulha pelas margens do lago, dentro da península de Metangula. Esta palhota pertencia a uma pequena povoação que ficava perto da ponta sul da pista de aterragem.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Arquivo histórico!

Desde 1988 que existe em Metangula um «Arquivo Histórico», onde estão guardados todos os documentos do «Posto Administrativo da Vila Augusto Cardoso». Não sei se bem ou mal preservados, mas isso também pouco interessa agora.


O meu amigo Luis Cuamba passou por lá, há algum tempo atrás, e fez-me esta fotografia para servir de prova àquilo que digo. No Arquivo Histórico da Marinha não encontrei um único documento que tivesse sobrado do Comando Naval de Lourenço Marques. Pelo contrário, em Metangula, se não tiverem sido usados como papel higiénico, poderão encontrar-se documentos capazes de nos contar um pouco de história da Era Salazarenta.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Problema sério!

Quem diz que a vida em Metangula é um problema e que a falta de água potável outro muito maior, veja como as coisas são na capital.


No bairro do Chamanculo, as coisas são muito piores. E como resultado um surto de cólera que ceifou algumas vidas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Arquivo fotográfico!


Arranjei esta nova foto do edifício de comando da nossa Base de Metangula e não encontro melhor lugar para a "arquivar" do que aqui no blog. Está um tanto ou quanto escura, parece ter sido tirada num dia de nevoeiro, mas vê-se o edifício, a torre e os jipes com muita nitidez e isso interessa-me.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Resistindo às balas!


Em 1964, quando cheguei ao Lago, a Lancha de Fiscalização Pequena Castor era quase tudo que tínhamos para navegar naquelas águas. E digo quase, porque além desta lancha tínhamos uma baleeira que era pilotada por um Cabo-de-Mar que, por coincidência regressou à Metrópole na nossa companhia, a bordo do Infante D. Henrique.
E muito embora existam relatos que afirmam que os primeiros tiros da Guerra Colonial, no Niassa, em Moçambique, foram disparados contra o Posto Administrativo do Cobué, eu garanto-vos que foram disparados contra esta lancha, na madrugada do dia 24 de Setembro, estando ela fundeada na baía de Metangula. Não lhe fizeram grande mossa essas balas, nem aquelas que contra ela voltariam a ser disparadas no dia 9 de Janeiro de 1965, no Lipoche, dia do meu baptismo de fogo.
Não o posso garantir, mas tenho quase a certeza que foram as duas únicas vezes que esteve debaixo de fogo. A primeira fez-me viajar de emergência de Lourenço Marques até Metangula, a segunda não me roubou a vida por mero acaso. Antes de mim e trepando para bordo exactamente pelo mesmo cabo que eu usei um minuto depois, foi morto um cipaio que nos acompanhava na operação.
Pouco tempo depois de eu ter saído de Metangula, no ano de 1968, foi esta lancha oferecida ao Malawi, como paga pela política de boa vizinhança e rebaptizada com o nome de John Chilembwe.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Apita o comboio!

Entre-Lagos, como nome indica, é uma povoação que fica localizada a sul do Lago Niassa e na região onde existem vários lagos mais pequenos, no sul do Malawi.


Mesmo situada num local onde água é o que mais há, não pode o povo que por lá vive evitar o problema da seca. Ter água por perto, mas não ter meios para a bombar para onde ela faz falta é o problema dessa pobre gente. E do governo também, pois não se mostra capaz de o resolver.


Desde a passada quinta-feira, dia 2 de Fevereiro de 2017, que apita o comboio em Entre-Lagos, povoação fronteiriça do distrito de Mecanhelas, província do Niassa. Trata-se de uma nova ligação ao vizinho Malawi, a partir da intersecção da Linha de Nacala/Nampula/Lichinga, em Cuamba.


São cerca de 230 kms que correspondem a cerca de 3 horas de viagem. Não sei é se haverá passageiros suficientes que justifiquem a exploração desta nova linha. A zona entre Cuamba e Entre-Lagos é quase um deserto e a menos que haja algum intercâmbio com os vizinhos malawianos a coisa pode dar para o torto. Não sei se activa ou desactivada, existe um prolongamento desta linha para o interior do país vizinho, o que pode abrir uma possibilidade de negócio. Para as gentes do sul do Malawi existem duas possibilidades de ir até à costa ver as águas azuis do Oceano Índico. Uma é seguir pela Linha do Sena, em direcção à Beira, a outra seguindo a nova linha, via Cuamba, até Nacala.


O pessoal do Lago, farto de comer peixe de água doce, vai começar a receber peixe do mar, vindo de Nacala. Aí é que eles vão ver a diferença de sabor que há entre os dois.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Viagem a Metangula!

Um dos ex-combatentes que, como eu, andou pelo Niassa durante a Guerra Colonial, resolveu voltar lá para matar saudades. Fez muitas fotografias e sabendo que me interesso por tudo o que tem a ver com Metangula, enviou-me algumas.





As nossas lanchas, como já tive oportunidade de mencionar noutras publicações, estão pouco menos que ao abandono, em especial as de desembarque que não têm grande serventia para eles. O dinheiro não abunda, em Moçambique, e a Marinha no Lago Niassa não é uma prioridade. Muito embora o Malawi e a Tanzânia disputem as águas do lago como se Moçambique não existisse.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Fotógrafo de ocasião!

O Luís Cuamba foi até ao Niassa e prometeu fazer umas fotografias para nos mostrar como está aquilo por lá agora. Sei que ele não é fotógrafo profissional, mas alguma coisa se há-de aproveitar. Vou esperar para ver.


Nos meus tempos de Metangula, o que mais havia por lá eram macacos, principalmente naquela estrada que saía para norte, em direcção à Messumba. Se calhar, com o aumento exponencial da população, os macacos tiveram que emigrar para outro lado.
Azar para eles que também não podem viver em paz!