sábado, 3 de junho de 2017

Surpresa boa!

Ontem, ao abrir a minha mailbox, vi uma mensagem enviada por alguém que não conhecia a falar-me deste blog e daquilo que escrevi, há dias, a respeito do Cobué. Pelo que percebi trata-se de um malawiano com fortes raízes na Ilha de Likoma e que conhece bem o Cobué. Como manda a boa educação respondi-lhe e aceitei a sua oferta para me mandar algumas fotografias actuais do Cobué. Como toda a gente sabe, fotografias do Niassa valem ouro para mim.
Hoje, enquanto me preparo para continuar viagem, onde vou encontrar alguns dos camaradas que estiveram comigo no Niassa, há mais de 50 anos, abri de novo a mailbox e lá estavam algumas fotografias que , de facto, me surpreenderam. Não pela beleza das imagens em si, mas pelo significado. Vou deixar aqui algumas para vossa apreciação.

DFE 11 - 1972/1974

Sobra apenas a moldura, mas percebe-se que é de um guião militar.
Pode ser de um Destacamento de Fuzileiros, ou do Exército.

Não há dúvida que se trata da âncora da Marinha que alguém
gravou numa das paredes do Colégio de S. Miguel.

6 comentários:

  1. Os números que aparecem gravados nas imagens podem ser dos grumetes do DFE11 que esteve lá em 1972/1974 e que eram filhos da escola de 70. Logo que chegue a casa, vou verificar isso, pois aqui não tenho ferramentas para isso.

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  2. Anos de 1972/74, quase no fim,
    da presença dos portugueses em África
    no meu tempo, o Cobué não era assim
    não sei quem beneficia com a desgraça?

    Entre o Cobué, próximo do lago Niassa,
    isto é mesmo verdade, numa noite sem luar
    coisa que eu nunca na minha vida pensava
    que entre duas campas de manhã acordava!

    Eu explico como foi, saímos de Vila Cabral, não directamente para o Cobué, a nossa missão era patrulhar aquela zona entre o Cobué e o Lago Niassa. A altas horas da noite quase junto ao Lago Niassa. Acampamos no meio da mata, para dar descanso ao esqueleto, às apalpadelas sem se ver onde estávamos cada um desenrascou-se como pode! Só de manhã ao romper da Bela Aurora é que vimos que tinhas acampado num cemitério dos indígenas!

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    1. Muito obrigado para parthilar! Cemeteries are not marked or fenced in that part of the world. You usually find them where you see the biggest trees...impossivel de ver numa noite sem luar. David

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  3. Quando estive em Metangula, na CF2 (1970/1972) como radiotelegrafista, passei alguns meses no Cobué como operador do posto de rádio local e ainda me lembro vagamente do local onde foram tiradas estas fotos. Obrigado por partilhar aqui. Senti um pouco de nostalgia ao ver estas fotos mas enfim... a vida é mesmo assim.

    Um abraço,
    Mário Duarte (603/68)

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  4. Olá Mário Duarte... Daqui fala 'o Lisboa' 1766/68. Até Lourenço Marques está diferente quanto mais o Cobué... Faz-te sócio do FB. Um abraço.

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  5. Meu amigo Lisboa

    Respondi no blog da CF2.

    Um abraço,
    Mário Duarte

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