terça-feira, 23 de abril de 2013

Nova foto da Torre!

Que tal a foto do Edifício do Comando e da Torre, aqui ao lado? Encontrei-a na Revista da Armada e como está muito melhor que a outra (é a cores e tudo!) resolvi trocá-las.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Os Nyanjas!


Miúdas do Niassa que à falta de água canalizada (modernices que ainda não chegaram àquele sítio) em suas casas, vão lavar a roupa ao lago e carregam água para casa no regresso.


O Lago é o ponto de encontro de toda a gente ao longo do dia. Os homens pescam, as mulheres lavam a roupa e as crianças brincam sentindo-se à-vontade tanto dentro como fora de água. Os Nyanjas sentem-se como peixes na água, estão portanto no seu ambiente.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Lá pela Serra da Gorongosa!


Gente de armas na mão faz-me lembrar outras guerras há muito esquecidas. Quem não gosta de comunistas tem muita dificuldade em aceitar a Frelimo como ela é, mas pegar em armas não é solução. Tem que haver uma forma de os moçambicanos se entenderem sem ter que recorrer à violência. A falar é que a gente se entende e os adeptos da Renamo têm que convencer a população a votar neles provando que são mais honestos e interessados em defender os interesses dos seus concidadãos do que os esquerdistas amigos de Moscovo e Pequim.

sábado, 23 de março de 2013

Atraso de vida!


O Comboio do Catur!
Há muitos, muitos anos, fiz a viajem de Nacala até ao Catur num comboio como este. Nesse tempo ainda os carris não tinham chegado a Lichinga e segundo parece o mundo andou para trás, pois já não chegam lá outra vez, nem sequer  de Cuamba ao Catur. As doutrinas socialistas têm destas coisas, transformam bons homens em maus políticos e é o povo e o país que sofrem as consequências.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Lindo Lago!


Só para manter vivas as memórias. Estas encostas cobertas de vegetação (e feijão macaco) são inconfundíveis. Quem por lá passou não esquece.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Que futuro para Metangula?


Pus-me a olhar para esta fotografia e deixei a minha imaginação à solta imaginando que isto poderia ser a Metangula do Século XXII. O porto de mar talvez seja um pouco exagerado para um "mar" interior por maior que ele seja. Mas tendo em consideração que banha vários países que, com excepção da Tanzânia, não têm acesso ao mar e meios de transporte, quer rodoviários quer ferroviários, deficitários tudo pode acontecer.
Alguém cortou a catarocha do monte Tchifuli, por razões que não consigo adivinhar, talvez para lá instalar um mini-aeroporto ou heliporto, quem sabe. A linha do caminho de ferro que ligava Nacala a Lichinga foi modernizada e prolongada até Meponda, onde funciona um porto especializado no transporte de carvão, minério de ferro e outros. Mercadorias do Malawi, da Zâmbia e até da República do Congo são ali recebidas para exportação para os portos do Índico e para o Extremo Oriente.
O aumento dos negócios propiciou o crescimento do turismo e o porto de Metangula, devido às excelentes condições naturais da sua baía (Tungo) transformou-se no maior entreposto turístico do Lago Niassa. Turistas procurando os safaris organizados pela Reserva do Niassa acorrem ali de todos os cantos do planeta. Cruzeiros percorrendo o lago a toda a sua latitude e longitude, com paragem nas principais cidades do Malawi e da Tanzânia começam a ser famosos em todo o mundo.
Finalmente a prosperidade chegou a Metangula transformando aquele recanto do céu numa metrópole que pode rivalizar com Hong-Kong ou a Cidade do Cabo sem medo de lhes ficar atrás.
Se não é, podia ser assim. Ou não?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

E já lá vão 50 anos!


Para quem vive em Nova Iorque, Londres ou Berlim pouco sentido tem esta imagem. Para quem como nós se fartou de calcorrear as aldeias do Niassa, nada tem de novo ou estranho. É uma simples cena da vida quotidiana de uma família de Nyanjas. O capim, uma mulher, crianças e a cor da terra argilosa que reveste as paredes da palhota que eu recordo como se ainda por lá andasse hoje.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Guanabara!


Tinha condições para ser tão procurada como a baía de Guanabara e no entanto só se vêem cubatas com tectos de capim. Tanto num lado como no outro existem coisas boas e más, mas aqui são muitas as boas e poucas as más. Nada de poluição, confusão, ruído, trânsito e todas essas encrencas que a vida moderna traz atreladas a si. Porque será então que todos correm para o Brasil e se esquecem de Moçambique?

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A última do Ano Velho!


Não me perguntem se é Nyanja ou se é Jauá, porque não saberia responder. Mas lá que é uma rica febra eu não tenho dúvidas. A única coisa que não se coaduna com o panorama que se vê à volta dela são os tacões das sandálias. Porque terá ficado calçada depois de tirar a roupinha toda?

domingo, 16 de dezembro de 2012

Antes que acabe o ano!


Só para marcar presença!
Pelas muitas habitações que aqui se vêem e no meu tempo não existiam, esta foto deve ser bastante recente. As ruas também cresceram e multiplicaram-se, enquanto que a pista, por falta de uso, deixará de se avistar do céu por causa das ervas que a cobrirão.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Curandeiro 5 estrelas!

Peço um favor a quem visitar este blog - se conhecerem a língua em que é feita a reza deixem aqui um comentário, pois tenho a maior curiosidade em descobrir.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Um Niassa de sonho!


Esta imagem não é do Niassa. Mas podia ser, não podia? Mangueiras como estas era o que mais havia por lá e farturinha de água também. Então onde está a diferença? No cuidado que se nota neste espaço, o que dá a entender que andam por aqui turistas que deixam os dólares, coisa que não acontece em Metangula.
Se alguém investisse na construção de dois ou três resorts de férias e reactivasse o aeroporto... outro galo cantaria! E não seria o do sargento Veloso!

domingo, 11 de novembro de 2012

Música na Chuanga!


Realizou-se esta semana na praia da Chuanga o Festival de Música do Niassa. Esta imagem, refiro-me à paisagem que se avista, deve ser a coisa mais vista e repetida em todos os álbuns de fotografias dos veteranos de guerra que passaram pelo Niassa. Deixo aqui esta fotografia para eles verem o aspecto da praia, há apenas 5 dias, e matarem saudades da imagem que já não vêem há perto de 50 anos.
Há por aí alguém que gostasse de lá ter ido e dançado uma batucada?

À volta de Metangula!

Até agora «chambo» era apenas nome de peixe. Um peixe muito comum no Lago Niassa e que eu também tive a sorte (ou azar) de comer quando lá estive em 1967. Como não tínhamos ao nosso dispor redes ou outras artes para os pescar, atirávamos-lhe com uma granada e era só recolhê-los para dentro do bote.
Peixe de água doce não tem grande paladar, a menos que o cozinheiro seja um barra e se esforce por agradar àqueles para quem cozinha. Não era o caso na CF8, pois o mestre cuca que nos tinha calhado em sorte, já não me recordo do seu nome, só era barra a entornar o garrafão do tintol que ia buscar ao paiol para os temperos. Mas quando a fome aperta... não se pode ser esquisito, marchou o chambo e marchava qualquer coisa que pusessem à nossa frente.


Chambo agora também é nome de barco e, por sinal, um bem importante, porque além de ter sido construído em Peniche e viajado de comboio até ao Lago Niassa, é o primeiro navio digno desse nome a navegar por conta dos moçambicanos. O único navio que andava por aquelas paragens, refiro-me à costa moçambicana do Lago, era o velho Ilala do Malawi, mas parece que vai ser retirado de serviço. Ou pelo menos vai deixar de passar pelo Cobué e Metangula.


Agora só falta construir uma ponte-cais onde ele possa acostar. Vou ficar de atalaia para ver se essa notícia aparece no Jornal Faísca que é o meu fornecedor de informação, de momento. Ainda não percebi porque não utilizam a velha ponte-cais onde atracavam as nossas lanchas de fiscalização, na baía de Tungo. Se é por ser pequena demais, aumentava-se um pouco e ficaria a obra mais barata. Enfim, eles é que sabem!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Vamos apanhar lenha?


Para não deixar cair este blog no esquecimento, aqui vai mais uma imagem do Niassa. Esta cena não é novidade nenhuma para quem conhece o Niassa, apanhar lenha é o pão nosso de cada dia para quem não tem electricidade nem gás canalizado em casa. E sem a fogueirinha da ordem não há comida para ninguém, não é verdade?

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Au,au,au...!


Julguei que só cão é que ladrava!
Quando cheguei a Metangula e ouvi os macacos ladrar fiquei de olhos arregalados. Depois tive uma breve lição de zoologia e fiquei a saber que há um animal com cara de macaco e que ladra como um cão, o macaco-cão. E sabendo isso já não me pareceu tão estranho assim ouvi-los ladrar.
Na estrada que partia de Metangula para Vila Cabral, via Nova Coimbra, havia sempre grandes bandos de macacos dessa espécie. Empoleiravam-se nas árvores e comiam mangas... à falta de melhor. De noite assaltavam as capoeiras, na povoação, e roubavam as galinhas ao povo para encher a pança.
Esta foto foi tirada na estrada Meponda - Lichinga por um dos membros de uma equipa de «médicos sem fronteiras» que andou por lá ajudando no controlo da sida.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tentações africanas!


Guerrilheiras como estas nunca encontrei lá pelo Niassa!
Os pratos nas orelhas eram dispensáveis, o canhangulo arrumava-se para um canto e depois de um banhinho refrescante nas águas límpidas do lago pouca diferença faria da Sylvia Kristel! Alguma dúvida?

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Michumwa!


Antigamente dizíamos Nova Coimbra. Consultando o mapa de Moçambique lemos Michum. Para quem transita nas estradas do Niassa aquilo que vê nas placas de trânsito é «Michumwa». Será o dialeto Nyanja que obriga ao acréscimo de duas letras extra? E qual será o seu significado?
Quem souber que me responda!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Melhor do que eu pensava!





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