domingo, 16 de dezembro de 2012

Antes que acabe o ano!


Só para marcar presença!
Pelas muitas habitações que aqui se vêem e no meu tempo não existiam, esta foto deve ser bastante recente. As ruas também cresceram e multiplicaram-se, enquanto que a pista, por falta de uso, deixará de se avistar do céu por causa das ervas que a cobrirão.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Curandeiro 5 estrelas!

Peço um favor a quem visitar este blog - se conhecerem a língua em que é feita a reza deixem aqui um comentário, pois tenho a maior curiosidade em descobrir.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Um Niassa de sonho!


Esta imagem não é do Niassa. Mas podia ser, não podia? Mangueiras como estas era o que mais havia por lá e farturinha de água também. Então onde está a diferença? No cuidado que se nota neste espaço, o que dá a entender que andam por aqui turistas que deixam os dólares, coisa que não acontece em Metangula.
Se alguém investisse na construção de dois ou três resorts de férias e reactivasse o aeroporto... outro galo cantaria! E não seria o do sargento Veloso!

domingo, 11 de novembro de 2012

Música na Chuanga!


Realizou-se esta semana na praia da Chuanga o Festival de Música do Niassa. Esta imagem, refiro-me à paisagem que se avista, deve ser a coisa mais vista e repetida em todos os álbuns de fotografias dos veteranos de guerra que passaram pelo Niassa. Deixo aqui esta fotografia para eles verem o aspecto da praia, há apenas 5 dias, e matarem saudades da imagem que já não vêem há perto de 50 anos.
Há por aí alguém que gostasse de lá ter ido e dançado uma batucada?

À volta de Metangula!

Até agora «chambo» era apenas nome de peixe. Um peixe muito comum no Lago Niassa e que eu também tive a sorte (ou azar) de comer quando lá estive em 1967. Como não tínhamos ao nosso dispor redes ou outras artes para os pescar, atirávamos-lhe com uma granada e era só recolhê-los para dentro do bote.
Peixe de água doce não tem grande paladar, a menos que o cozinheiro seja um barra e se esforce por agradar àqueles para quem cozinha. Não era o caso na CF8, pois o mestre cuca que nos tinha calhado em sorte, já não me recordo do seu nome, só era barra a entornar o garrafão do tintol que ia buscar ao paiol para os temperos. Mas quando a fome aperta... não se pode ser esquisito, marchou o chambo e marchava qualquer coisa que pusessem à nossa frente.


Chambo agora também é nome de barco e, por sinal, um bem importante, porque além de ter sido construído em Peniche e viajado de comboio até ao Lago Niassa, é o primeiro navio digno desse nome a navegar por conta dos moçambicanos. O único navio que andava por aquelas paragens, refiro-me à costa moçambicana do Lago, era o velho Ilala do Malawi, mas parece que vai ser retirado de serviço. Ou pelo menos vai deixar de passar pelo Cobué e Metangula.


Agora só falta construir uma ponte-cais onde ele possa acostar. Vou ficar de atalaia para ver se essa notícia aparece no Jornal Faísca que é o meu fornecedor de informação, de momento. Ainda não percebi porque não utilizam a velha ponte-cais onde atracavam as nossas lanchas de fiscalização, na baía de Tungo. Se é por ser pequena demais, aumentava-se um pouco e ficaria a obra mais barata. Enfim, eles é que sabem!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Vamos apanhar lenha?


Para não deixar cair este blog no esquecimento, aqui vai mais uma imagem do Niassa. Esta cena não é novidade nenhuma para quem conhece o Niassa, apanhar lenha é o pão nosso de cada dia para quem não tem electricidade nem gás canalizado em casa. E sem a fogueirinha da ordem não há comida para ninguém, não é verdade?

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Au,au,au...!


Julguei que só cão é que ladrava!
Quando cheguei a Metangula e ouvi os macacos ladrar fiquei de olhos arregalados. Depois tive uma breve lição de zoologia e fiquei a saber que há um animal com cara de macaco e que ladra como um cão, o macaco-cão. E sabendo isso já não me pareceu tão estranho assim ouvi-los ladrar.
Na estrada que partia de Metangula para Vila Cabral, via Nova Coimbra, havia sempre grandes bandos de macacos dessa espécie. Empoleiravam-se nas árvores e comiam mangas... à falta de melhor. De noite assaltavam as capoeiras, na povoação, e roubavam as galinhas ao povo para encher a pança.
Esta foto foi tirada na estrada Meponda - Lichinga por um dos membros de uma equipa de «médicos sem fronteiras» que andou por lá ajudando no controlo da sida.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tentações africanas!


Guerrilheiras como estas nunca encontrei lá pelo Niassa!
Os pratos nas orelhas eram dispensáveis, o canhangulo arrumava-se para um canto e depois de um banhinho refrescante nas águas límpidas do lago pouca diferença faria da Sylvia Kristel! Alguma dúvida?

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Michumwa!


Antigamente dizíamos Nova Coimbra. Consultando o mapa de Moçambique lemos Michum. Para quem transita nas estradas do Niassa aquilo que vê nas placas de trânsito é «Michumwa». Será o dialeto Nyanja que obriga ao acréscimo de duas letras extra? E qual será o seu significado?
Quem souber que me responda!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Melhor do que eu pensava!





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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Os mosquitos do Niassa!

Só quem lá esteve e assistiu a esse espectáculo é que sabe o que isso é. Se quiser ver uma fotografia que ilustra aquilo que quero dizer, clique no link seguinte.
nuvem de mosquitos

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Os velhos e novos tempos!

Todos parecem lembrar-se do grande embondeiro que havia ao pé das oficinas da Marinha. Há dias apareceu no Facebook a foto que podeis ver abaixo e houve quem dissesse que se tratava desse embondeiro. Pela posição das montanhas que aparecem ao fundo eu estou convencido que não é o tal. Olhando para o recorte do Tchifuli, a foto parece ter sido tirada de uma pequena sanzala que havia atrás do pequeno hospital, perto do topo norte da pista.


Também houve quem aventasse a hipótese de tratar-se de um outro que havia no topo sul da pista de aviação. Desse não me lembro muito bem, mas juraria que também não é esse. Na imagem abaixo podem ver uma foto relativamente recente dessa zona, onde foi instalado o serviço oficial de controlo e apoio das pescas.


E agora, pondo esse assunto de lado, deitem a mão a uma caçadeira e vamos aos jacarés. Há sempre quem precise de um par de sapatos novos e nós tratamos de arranjar a matéria prima. Vamos a isso?


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A coisa agora vai!

Chegou ao Niassa o primeiro dos barcos construído nos estaleiros de Peniche. Eu já andava admirado com a falta de notícias. Através do Facebook e da minha ligação ao jornal Faísca de Lichinga, lá consegui tomar conhecimento da notícia.


E que tal esta imagem da península de Metangula tirada a partir da ré do Chambo (assim foi baptizado o primeiro ferry-boat encomendado aos estaleiros navais de Peniche)? Uma maravilha que nos mostra que já existem algumas construções novas onde antigamente não havia nada.


domingo, 23 de setembro de 2012

Dantes era assim!


Mais de 50 anos depois, poucos se lembrarão já destas imagens e até mesmo do nome desta cidade. Resquício dum tempo que muitos querem esquecer, mas de muitas e boas memórias para muitos outros que não esquecerão nunca, eis a capital da província do Niassa, Lichinga como agora se designa.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Como o tempo passa!

Mais um mês é já decorrido desde que publiquei a última mensagem neste blog. O meu objectico de congregar à volta deste blog muitos dos que passaram por Metangula nos velhos tempos não foi atingido. A tentativa de arranjar um grupo de pessoas, em especial jovens, residentes no distrito do Lado, foi também um fracasso completo. Pensei que pudessem ajudar-me enviando fotografias para vermos como tem evoluido aquela terra onde passamos uma parte da nossa vida, mas ou não querem ou não podem e assim sendo nada feito.
Vou publicando aqui algumas fotos, novas ou antigas, e vou esperando que um golpe de sorte me ponha no bom caminho. Há tempos entrei em contacto com o jornal "Faísca" que se publica em Liching e consegui alguma coisa, mas não muito. Nota-se que é uma publicação pobre que vive, ou sobrevive, da carolice de alguns que nunca desistem. Mas como as únicas notícias que veicula são sobre política e a Frelimo não serve de grande coisa aos meus propósitos.
Admirem esta bela foto da península de Metangula, com o Tchifuli a servir de pano de fundo e um arco-íris de esperança anunciando um futuro mais risonho.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Cobué - O fim do mundo!


Se não fosse pelas ilhas Likoma que se vêem na linha do horizonte eu nunca descobriria que esta foto foi tirada no Cobué. Não fui dos que passou muito tempo no Cobué, de facto apenas passei por lá uma meia dúzia de vezes e além do Colégio de S.Miguel não me lembro de coisíssima nenhuma.
Aqui fica a foto para aqueles que amargaram ali um pouco da sua juventude nos dias da guerra, para verem como as coisas estão hoje.

domingo, 5 de agosto de 2012

O Paraíso Terreal!

Nós, aqueles que gostam do Lago Niassa e de Metangula, achamos que aquilo é um cantinho do céu, o mesmo é dizer um Paraíso na Terra. Se assim é, parece-me o lugar ideal para soltar uma beldade que tenho aqui escondida no disco duro do meu computador e que terá mais utilidade correndo à solta por aquelas paragens de sonho. E pode ser que assim atraia mais alguém que queira fixar redidência por aquelas bandas e contribuir para o desenvolvimento da região.
Como eu gostava que isso acontecesse!


sexta-feira, 27 de julho de 2012

As feras do Niassa!

No norte de Moçambique andei pelo mato, porque a isso fui obrigado, sem pensar muito nas feras que me poderiam atacar. É claro que a minha primeira preocupação eram as minas e armadilhas deixadas pela Frelimo e as balas que a qualquer momento podiam chover de qualquer lado. Das feras sabia pouco e fazia por não pensar muito nisso. O primeiro professor que tive sobre estas matérias foi o 1º Tenente Zilhão que era quem mandava em Metangula quando lá cheguei. Dizia ele para termos medo do leopardo, pois era o único animal feroz que atacava apenas por atacar, só por termos invadido o seu território. Os outros limitavam-se a caçar para comer quando tinham fome e, de forma geral, afastavam-se quando lhes cheirava a homem. Aceitei como boa esta informação e, graças a Deus, nunca se provou que fosse falsa.
Por causa dos rebanhos de gado que havia na zona da Chuanga, não havia noite que não andassem por lá leões. Ouvíamos-los regougar ao longe, mas nunca nos apoquentaram quando andámos por aquelas paragens em operações. Embora andássemos sempre de arma em punho, duvido que conseguíssemos safar-nos sem mossa do ataque de um leão. Como dizia o "professor" Zilhão, eles sentiam-nos e punham-se na alheta. E ainda bem.
De jacarés também havia farturinha. O Tenente Saltão não anda já entre nós para lhe perguntar quantos caçou e esfolou para trazer as peles, mas não foram poucos. Felizmente também esses não nos chateavam muito. Passei muitas horas dentro de água, mergulhei vezes sem conta para apanhar os peixes que matávamos com granadas e nunca vi nenhum por perto. Se calhar, se os tivesse visto não estaria hoje aqui a contar-vos estas coisas.
Hoje esbarrei-me com esta foto na internet e lembrei-me destas coisas. Decidi partilhá-la convosco, especialmente com aqueles que também nadaram como eu nas águas do Lago Niassa.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Recordando a juventude!


Tantas horas passadas de G3 em «Ombro Armas» a fazer guarda ao edifício que se vê à esquerda da imagem! Dentro de poucos meses completar-se-ão 50 anos sobre a primeira vez em que isso aconteceu.
Nesses tempos o embarcadouro do ferry-boat para a Katembe não era neste lugar, mas no porto velho, junto à capitania do Porto. Pode até ser mais funcional, mas acho que fica mal neste lugar.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Naquele cantinho do céu...!


... faltam apenas alguns dias para o solstício de inverno, mas ali ninguém sente frio. Arrefece um pouquinho à noite, mas durante o dia pode fazer-se de conta que é verão e mergulhar nas águas frescas do Lago.


Ali, entre aqueles caniços, devem andar uns quantos jacarés de olho na canalhada que brinca descuidada. Vale-lhes que eles, os jacarés, não são muito atiradiços e por norma não atacam os humanos. Mas, nunca fiando, mais vale estar de olhos bem abertos!